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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Discurso proferido na homenagem a José Leite

Oliveira de Azeméis, 7 de Outubro de 2014

Meus Caros Amigos,

Vamo-nos tratar assim porque hoje, aqui, estamos apenas amigos: do Zé e do Rotary.
Antes de começar tenho que fazer uma confissão: a mim, que até gosto de falar em público e de fazer apresentações, custou-me imenso escrever umas palavras sobre o Zé.
Custou-me porque não consegui encontrar o distanciamento natural para o fazer. Conheço-o desde miúdo como o irmão mais velho do Afonso e da Catarina, primo da Daniela e do Rudy – que eu ainda trato por mano.
Por tudo isso recordei imensas vivências de infância, do tempo da Escola da Leninha, de brincarmos na Rua dos Jeitos, nas noites de Verão, enquanto os nossos pais estavam no Doce Convívio. Do basket e das fervorosas claques no pavilhão da Escola Bento Carqueja e, depois, no pavilhão da UDO. Tive saudades de uma Oliveira de Azeméis que já está longe; os miúdos já não brincam na rua
.
Por falar em memórias, para falar do Zé, começo por contar duas estórias que, penso, me ajudarão a partilhar convosco o porquê do Rotary Club de Oliveira de Azeméis agraciar, este ano, o José Leite como Profissional do Ano.
No final dos anos 90, passei pelo Zé na rua do Campo Alegre, mais ou menos em frente à Duvália. Estava com um grupo de amigos ou colegas, eles de camera ao ombro e o Zé de micro na mão. Certamente estariam a fazer uma reportagem para a futura NTV ou algo parecido.
Apesar de conhecer o Zé desde miúdo, nessa altura a diferença de idades fazia-se notar. Contudo, ele veio cumprimentar-me e perguntar se estava tudo bem; com a humildade que sempre o caracterizou.
Anos mais tarde, em 2007, quando já estava na RTP, encontramo-nos no paddock do Circuito da Boavista. Era a abertura do circuito aos carros modernos e a vinda do WTCC a Portugal; Tiago Monteiro assumia um papel fundamental em todo este processo porque tinha trocado a F1 pelos carros de turismo e iria correr na prova caseira. Toda a comunicação social estava interessada no que se iria passar no Porto durante essas duas semanas.
Aí perguntou-me qual era a minha opinião do circuito e coisas mais técnicas das corridas. Passadas umas horas, com uma cara de um miúdo a quem se dá um peluche maior que ele, veio-me contar que tinha ido dar umas voltas ao lado do Tiago, no carro de convidados da Seat. Certamente uma experiência de que se irá recordar por muitos anos!
Contei estes dois episódios porque demonstram bem o espírito rotário que o Zé tem, apesar de não pertencer ao Rotary: um gosto pela sua profissão, a comunicação, que o levou a querer evoluir de "O Baloiço" da Rádio Clube de Azeméis – que apresentava com a Daniela e que eu, no outro dia, vi uma foto giríssima deles – até à RTP.
A par disto não me posso esquecer da Guida e do Emanuel, pela educação que lhe proporcionaram: com liberdade e, ao mesmo tempo, sentido de responsabilidade. Daí a humildade, amizade e cidadania que o caracteriza.
O Zé teve um percurso académico e profissional que a todos nós muito nos honra, de constante evolução e aprendizagem que começou aos 6 anos na Rádio Clube de Azeméis, tendo depois continuidade na Voz de Azeméis. Com o curso de jornalismo na Escola Superior de Jornalismo do Porto veio a colaboração com o JUP e a fundação da revista literária “Águas Furtadas”. Em 1999 estagiou no jornal O Motor e no Norte Desportivo. No início do ano 2000 trabalhou na empresa de comunicação Longo Alcance. Também em 2000 foi jornalista fundador do projecto de televisão NTV. Em 2003 ingressou na RTP, até ao presente.
O Rotary Club de Oliveira de Azeméis homenageia o José Leite como Profissional do Ano 2014 pelo seu percurso profissional e humano.
Muito nos honra termos uma pessoa assim entre nós.
Obrigado Zé.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A ler...

Encontrei este artigo na web.
Fala de " Fóruns e redes da sociedade civil: percepções sobre exclusão social e cidadania ", e é escrito por Ilse Scherer-Warren, Professora do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina, Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Movimentos Sociais da mesma universidade (NPMS-UFSC) e Pesquisadora 1 A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq.
Aconselho a leitura e, resumindo, fala sobre as novas redes de contacto e os seus contributos para a cidadania.
Ou seja, como é que grupos organizados em classes profissionais - como sindicatos e/ ou corporações - estão cada vez mais em decréscimo versus grupos organizados por pessoas com interesses diferentes, vidas diferentes mas que, a bem  da equidade, se cruzam e contribuem para uma melhor cidadania.
Nesses grupos podemos pensar no Rotary, na Maçonaria, no Priorado de Sião, no Fórum Cidadania e Sociedade, na plataforma Uma Agenda para Portugal, etc..