segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Em jeito de homenagem

Muitas vezes exigimos desmesuradamente, criticamos, apontamos o dedo. Dizemos que não fazem nada e que nós, que opinamos, faríamos melhor: tínhamos a pergunta certeira, íamos investigando até sabermos toda a verdade, doe-se a quem quer que fosse.
É certo que, como em todas as profissões, existem maus profissionais; contudo os bons não podem pagar pelos maus.
Se não fosse a paixão pela liberdade destes homens e mulheres, não podíamos ter acesso ao mundo que ultrapassa o nosso campo de visão, o nosso conhecimento e pensamento. Viveríamos como já se viveu - ainda se vive assim em muitos países espalhados pelo mundo - e, digo com toda a frontalidade, não nos imagino a viver assim.
Em jeito de homenagem, deixo aqui a lista de jornalistas que, durante 2014, morreu em serviço.
Obrigado.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Grand Budapest Hotel

E se, no mesmo filme, tivermos Ralph Fiennes, Mathieu Amalric,Willem Dafoe, Harvey Keitel, Bill Murrey, Edward Norton e Jud Law?! Qualquer um deles capaz de se afigurar como actor principal mas que, aqui, vivem na sombra luminosa e cómica de um cada vez maior Ralph Fiennes.
Maravilhosos! Ainda mais numa história "nos Alpes", com cenários retirados de casinhas de brincar e pistas de comboios tão típicos daquelas bandas que o realizador quer que permaneçam imaginárias.
Grand Budapest Hotel, realizado por Wes Anderson, fala de amizade e dever; refere-se a algo tão em voga nos dias de hoje como “experiência de cliente” e que, afinal, é utilizada pelos gentleman: de nascença ( cada vez mais raro), pelos concierge ou os butler, desde o início da sua própria existência.
A cerimónia dos Óscares vai estar ao rubro tal a qualidade de alguns dos filmes que se colocam na primeira fila para vencerem os principais galardões.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A most wanted man

Acabei agora de ver " A most wanted man". Já tinha lido o romance de Le Carré há alguns anos - dos poucos autores recentes que leio.
Filmar Le Carré é fácil: está tudo lá, desde a história, às personagens, passando pelas as sombras, ou os pormenores; tudo o que é necessário para se fazer um grande filme está escrito de forma minuciosa na sua fonte original. Não é preciso inventar nada. Depois de "Tinker tailor soldier spy", ou " The constant gardener, ou "The Russia house", mais uma vez, saiu um grande filme.
Tem alguns erros de produção, como o Mercedes de Günther ser velho de mais para 2001 ou o Mercedes de Tommy ser recente de mais para 2001, mas que não mancha em nada o que o autor quer transmitir. Antes pelo contrário: o Classe S dos anos 80 projecta Günther Bachmann para o passado que o persegue e o SL novinho em folha de Tommy Brue mostra a classe e a sofisticação de um banqueiro que se quer ver livre do passado escuro da sua família.
Há tudo isto e há interpretações fabulosas de Seymor Hoffman, Rachel McAdams e Willem Dafoe. Ter em papéis secundários actores como Daniel Brüh ou Nina Hoss, "A most wanted man" arrisca-se claramente aos Óscares.
Pode parecer triste a curto prazo mas completamente compreensível a médio/ longo prazo: sair na ribalta, sair na alegria, é a melhor coisa que nos pode acontecer. Foi o que se passou com Seymor Hoffman e, com mais esta brilhante interpretação - a juntar a tantas outras - vai ser para sempre recordado como um dos melhores actores de Hollywood.

Nota: o final não é feliz. É um final real, de um mundo real.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Ironia das ironias

A resolução do problema do turismo e de transporte de pessoas e mercadorias - vulgo Greve do Pessoal da TAP - foi resolvido pelos neoliberais com uma lei do tempo de algumas ideias que, inconscientemente defendem e que conscientemente repugnam: de Vasco Gonçalves e do Marxismo.
Há ironias do caraças, pá!

NOTA: apesar disso considero a solução boa; mas eu não me considero neoliberal nem aplico a cartilha marxista-leninista.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Às quartas com... Pedro Mexia

Pedro Mexia e eu estaremos à conversa sobre "Portugal Diário" na próxima quarta-feira, dia 17,na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis, às 21:30.