Muitas vezes exigimos desmesuradamente, criticamos, apontamos o dedo. Dizemos que não fazem nada e que nós, que opinamos, faríamos melhor: tínhamos a pergunta certeira, íamos investigando até sabermos toda a verdade, doe-se a quem quer que fosse.
É certo que, como em todas as profissões, existem maus profissionais; contudo os bons não podem pagar pelos maus.
Se não fosse a paixão pela liberdade destes homens e mulheres, não podíamos ter acesso ao mundo que ultrapassa o nosso campo de visão, o nosso conhecimento e pensamento. Viveríamos como já se viveu - ainda se vive assim em muitos países espalhados pelo mundo - e, digo com toda a frontalidade, não nos imagino a viver assim.
Em jeito de homenagem, deixo aqui a lista de jornalistas que, durante 2014, morreu em serviço.
Obrigado.
O café da estação é a junção de visões dispares sobre o quotidiano, que ora se aproximam ora se afastam. Certamente já viu um blogue que retrata a vida: o que vemos, sentimos, tocamos e cheiramos; o que nos move e comove; aquilo que nos apaixone ou nos revolta. Pode ser política, pode ser cinema ou um copo de vinho. No café da estação, fala-se de tudo!
Mostrar mensagens com a etiqueta guerra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta guerra. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Marketing de guerra
A decapitação de um jornalista no Médio Oriente tem ocupado um lugar de destaque neste ciclo de notícias.
Acho
que se pode dizer que provocou choque, pelo menos no povo europeu e
norte-americano. Não é uma tarefa facil. A morte está tão banalizada que é necessário
criar algo com impacto. É curioso que um acto comum nas guerras ao longo da História
cause esta reacção. Já não estamos habituados a ver alguém disposto a sujar as
mãos com o sangue daquele que considera inimigo. Fomos educados para reprovar
estas acções. Achamos que são medievais. Provavelmente apoiariamos mesmo uma
condenação severa a soldados do nosso país, ou dos seus aliados, se o fizessem.
A
guerra pode existir sem ser bárbara, sem
magoar para além do necessário. Acredita-se nisso. Estamos muito bem amestrados,
sem dúvida.
Por
isso convivemos bem com drones. Muito mais asépticos. Muito mais modernos. Da
sua câmara HD a 1000 metros de altitude não se pode ver o sangue, nem os corpos
destruídos. De uma sala de comando, a milhares de quilómetros da batalha, não
se sente o cheiro dos corpos queimados nem tão pouco se ouvem os lamentos por
misericórdia. Destroem-se pontos no ecran. Figurantes de um jogo de computador
muito menos realista que os de uma consola de última geração.
Como
será a nossa vida se pilotámos um drone? Deixamos os filhos na escola.
Apanhamos um pouco de transito até ao trabalho. Tomamos um café. Sentamo-nos à
secretária. Matamos 20 pessoas. Outro café porque a manhã está a ser chata.
Mandamos um sms ao nosso melhor amigo para combinar uma cerveja. Matamos 10
pessoas. Vamos almoçar. Baixo em calorias, por favor e coca-cola zero.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Iraque: voltamos a não aprender
Há tempos, sobre a Síria, escrevi se não tínhamos aprendido nada com o que se passou no Curdistão, Balcãs, Ruanda, Tchetchênia ou na Ossétia do Norte.
Agora o Iraque!
O médico espanhol Juan Luis Ney Sotomayor, ao El Mundo, descreve aquilo que não queremos ver: decapitações públicas, fuzilamentos em massa, crucificações e mulheres e crianças enterradas vivas.
Onde está a comunidade internacional? Onde está a ONU?
Agora o Iraque!
O médico espanhol Juan Luis Ney Sotomayor, ao El Mundo, descreve aquilo que não queremos ver: decapitações públicas, fuzilamentos em massa, crucificações e mulheres e crianças enterradas vivas.
Onde está a comunidade internacional? Onde está a ONU?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
