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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Golpe Palaciano?

Após a vitória esmagadora de António Costa contra o candidato ideal para o PSD - Seguro -, as hostes laranjas andam muito agitadas.
A direcção, e quem com ela está, tenta evitar a todo o custo que Rui Rio e os seus apoiantes decidam avançar. Muitos têm receio que PSD realize primárias, a exemplo do PS, e que, com isso, com a população social-democrata a votar no candidato a candidato a Primeiro Ministro, Passos Coelho e os seus sejam corridos de todos os cargos.
Nos argumentos que utilizam podemos ouvir coisas como: não somos como o PS, criticamos o PS e fazemos igual, será um golpe palaciano ou um golpe de estado.
São argumentos válidos e, ao mesmo tempo, tristes.
Válidos porque o que é importante para o país e para o PSD é que Passos Coelho, altamente desgastado e sem espaço de manobra e ideias válidas, se afaste.
Tristes porque, como todos sabemos, isto é estratégia.
Para melhor perceberem, deixo-vos aqui um caso.   
Ainda Manuela Ferreira Leite era líder do PSD e preparava-se para disputar com Sócrates o lugar de Primeiro Ministro e já Passos Coelho, Relvas e muitos outros queriam ocupar o poder.
Se o líder do PSD era Ferreira Leite, se o PSD ganhasse as eleições legislativas de 2009, Passos Coelho, na melhor das hipóteses, apenas poderia chegar a líder em 2013, caso o PSD perdesse as legislativas desse ano. Se assim fosse, Passos chegaria a Primeiro Ministro em 2017.
Para tal não acontecer era necessário, em primeiro lugar, que Ferreira Leite perdesse as eleições.
Em segundo, que existisse uma aliança com Menezes/ Marco António Costa e Santana Lopes para conseguirem derrotar Paulo Rangel, ludibriando Aguiar Branco.
Em terceiro, que a comunicação social, opinion makers e spin doctors entrassem no projecto.
O resultado é o que temos hoje.
Posto isto, quando ouço alguém falar em golpes palacianos para colocar Rui Rio na presidência do partido acho triste e só me apetece rir. Rir porque chorando não resolvia nada.

P.S.: obrigado Fernando Moreira de Sá.   

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Universidade de Verão do PSD

O PSD, o partido social democrata, foi na sua vasta história e até há muito pouco tempo atrás, um partido de discussão livre de ideias e pontos de vista distintos.
Várias correntes e pensamentos surgiram, dando origem a barões ou líderes
; gente que se apresentava a eleições - internas ou externas - com muito mais que um punhado de votos, gente que ia a eleições com programas e ideais.
Infelizmente esta tradição livre do PSD, por várias razões, tem vindo a desaparecer, parecendo-se um pouco como o PS.
Um oásis é a Universidade de Verão que se realiza todos os anos em Castelo de Vide. Apesar de ser organizada pelo " aparelho", normalmente convida personalidades da social democracia portuguesa, alinhados ou não com o partido. Tal permite aos jovens da JSD adquirirem in loco experiências mais amplas do que as que teriam nas sedes do partido.
Este ano há a destacar o sempre brilhante ( e presidenciável?) António Barreto, António Vitorino, Leonor Beleza, Daniel Bessa e Paulo Rangel, para além dos habituais Carlos Coelho, Marcelo Rebelo de Sousa e as figuras da direcção do partido.