quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Marketing de guerra


A decapitação de um jornalista no Médio Oriente tem ocupado um lugar de destaque neste ciclo de notícias.
Acho que se pode dizer que provocou choque, pelo menos no povo europeu e norte-americano. Não é uma tarefa facil. A morte está tão banalizada que é necessário criar algo com impacto. É curioso que um acto comum nas guerras ao longo da História cause esta reacção. Já não estamos habituados a ver alguém disposto a sujar as mãos com o sangue daquele que considera inimigo. Fomos educados para reprovar estas acções. Achamos que são medievais. Provavelmente apoiariamos mesmo uma condenação severa a soldados do nosso país, ou dos seus aliados, se o fizessem.

A guerra pode  existir sem ser bárbara, sem magoar para além do necessário. Acredita-se nisso. Estamos muito bem amestrados, sem dúvida.

Por isso convivemos bem com drones. Muito mais asépticos. Muito mais modernos. Da sua câmara HD a 1000 metros de altitude não se pode ver o sangue, nem os corpos destruídos. De uma sala de comando, a milhares de quilómetros da batalha, não se sente o cheiro dos corpos queimados nem tão pouco se ouvem os lamentos por misericórdia. Destroem-se pontos no ecran. Figurantes de um jogo de computador muito menos realista que os de uma consola de última geração.

Como será a nossa vida se pilotámos um drone? Deixamos os filhos na escola. Apanhamos um pouco de transito até ao trabalho. Tomamos um café. Sentamo-nos à secretária. Matamos 20 pessoas. Outro café porque a manhã está a ser chata. Mandamos um sms ao nosso melhor amigo para combinar uma cerveja. Matamos 10 pessoas. Vamos almoçar. Baixo em calorias, por favor e coca-cola zero.

Para futura análise


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Onde está o Quaresma?


Nota 1: foto retirada da Página Oficial de Futebol Clube do Porto, no Facebook. Não é nenhuma brincadeira de mau gosto.

Nota 2: A imagem refere o perfil dos 10 reforços; bem sei que Quaresma não é reforço. Contudo, Alex Sandro também não. 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O PS descobriu que o PS não é democrático. Não é de agora, digo eu.

"Comunicado da Candidatura “Política para as Pessoas”
O golpe do Vale Tudo na FAUL:

Atual maioria quer ganhar na secretaria.
Num partido com a tradição democrática, de luta pela liberdade e de defesa do Estado de Direito, começam a ser demasiado preocupantes os sinais dados pela atual liderança política da Federação da Área Urbana de Lisboa.
Por exclusiva responsabilidade e vontade política da actual maioria na Federação da Área Urbana de Lisboa foi criado o seguinte quadro político:

1- a maioria liderada por Marcos Perestrello resolveu ignorar que havia uma candidatura alternativa anunciada e, sob proposta do Secretariado da Federação, propôs uma Comissão Organizadora do Congresso (COC) exclusivamente composta por membros afetos à sua candidatura. Oito a zero.

2- essa mesma maioria tem a ideia peregrina que os representantes das candidaturas formalizadas (2) não têm direito a voto, mesmo num quadro em que as proporções são de nove para um. De que têm medo?

3- num golpe de secretaria para tentar impedir a elaboração de listas nas secções por esta candidatura, a COC, ao arrepio da tradição do PS, de sempre, impôs um rácio de delegados de um delegado por cada sete/oito militantes e não um por vinte, vinte e cinco ou cinquenta como foi no passado. Esta golpada de secretaria faz com que, em muitas estruturas, o universo dos membros das listas de candidatos a delegados perfaçam com facilidade os 25% ou 30% da totalidade dos militantes com capacidade eleitoral. Com esta alteração, havendo mais de uma lista, o universo dos militantes candidatos a delegados é superior a metade dos militantes inscritos com capacidade eleitoral.
43.728 militantes com capacidade eleitoral X 25% = 10.932 Delegados eleitos + 400 Delegados inerentes = Congresso Nacional com universo de 11.332 Delegados.
A transposição destas regras para o plano nacional faria com que o PS só pudesse realizar Congressos Nacionais em Estádios de futebol. Esta é uma alteração concretizada ao total arrepio da tradição do PS e com um único objetivo: impedir a existência de alternativas políticas. É esta a cultura democrática desta gente! São estes os expedientes que vigoram em Lisboa.
De que têm medo?

4- Acresce que a aplicação do rácio inovador na definição do número de delegados por estrutura teve uma aplicação de geometria variável, em função dos interesses particulares.
Brandoa 8,16 Delegados considerados 9 arredonda para cima
Alcoentre 3,26 Delegados considerados 4 arredonda para cima
Azambuja 9,4 Delegados considerados 10 arredonda para cima
Lumiar 13,18 Delegados considerados 14 arredonda para cima
Bobadela 15, 4 Delegados considerados 16 arredonda para cima
Sacavém 26.95 Delegados considerados 26 arredonda para baixo
Santo António Cavaleiros 32.78 Delegados considerados 30 arredonda para baixo
Mafra 18.55 Delegados considerados 18 arredonda para baixo

5-certamente por coincidência de calendário, depois de anunciada a candidatura "Política para as Pessoas", a Comissão Federativa de Jurisdição lançou-se num activismo e resolveu descongelar processos de suspensão ou de expulsão de militantes relativos às eleições autárquicas ocorridas há quase um ano. Uma vez mais o objetivo é contribuir para dificultar a constituição de listas de candidatos a delegados dado que alguns dos militantes em causa apoiam a nossa candidatura. De que têm medo ?

A candidatura "Política para as Pessoas" de António Galamba à liderança da FAUL não aceita nenhum dos desvios à cultura democrática, à liberdade de expressão e aos direitos de participação que a atual maioria da FAUL, sob diversas expressões, quer impôr.
Ao longo dos últimos três anos os portugueses pagaram a fatura de um governo que não olha a meios para atingir os fins a que se propõe. Fica claro que também no PS há militantes adeptos do Vale Tudo da Direita. O rácio de eleição de delegados favorece a Democracia, altere-se o rácio para impedir que uma candidatura apresente listas de candidatos. São preocupantes e inaceitáveis os alinhamentos com a Direita, com esta forma de fazer política. Mudar as regras do jogo em função das circunstâncias ou dos interesses pessoais.
É indigno do património político do PS e das mais elementares regras democráticas. Tais comportamentos mais parecem da Direita do Vale Tudo ou de regimes da Coreia do Norte ou da Tunísia, antes da Primavera Árabe.
Na secretaria, pela alteração das regras que sempre regularam a eleição dos delegados, alguns pensam poder vergar os que têm opiniões diferentes. Nunca foi assim no passado, não será assim no presente.
Em Democracia, a diferença não se tolera, respeita-se!
Há quem esteja com dificuldades em conviver com a existência de uma alternativa política na FAUL, mas essa realidade é o normal em Democracia.
"A Política para as Pessoas"
A Candidatura de António Galamba a Presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa "

António Galamba, in Facebook

Isto é serviço público?


Os clássicos e nós

Os clássicos descrevem guerras entre Homens abençoados por deuses. Nessas guerras os Homens sofrem e morrem heroicamente, pelos deuses que os apadrinham, por amor, pelo povo. Com isso ficaram para a eternidade.
"Nós por cá", dos que se esperariam ser Homens, matam o povo, o amor, os deuses, em nome de si e da sua vacuidade. Felizmente deles, a história não escreverá mais do que uma linha.