Richie asks:
-“What if there’s obstacles? What will you do?”
Alfonse responds:
- “If we have to pay somebody off, we’ll pay somebody off. If we have to lean on somebody, intimidate somebody, we’ll intimidate somebody.”
O café da estação é a junção de visões dispares sobre o quotidiano, que ora se aproximam ora se afastam. Certamente já viu um blogue que retrata a vida: o que vemos, sentimos, tocamos e cheiramos; o que nos move e comove; aquilo que nos apaixone ou nos revolta. Pode ser política, pode ser cinema ou um copo de vinho. No café da estação, fala-se de tudo!
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
terça-feira, 14 de outubro de 2014
American Hustle
Já andava há imenso tempo para ver American Hustler. Um filme de David O. Russell, com um dos meus actores fetiche: Christian Bale; os outros são Gary Oldman, Ralph Fiennes, Benedict Cumberbatch, Brad Pitt, não necessariamente por esta ordem ou por ordem alguma.
Uma história de vigaristas e da máfia, de licenças de construção e de jogo, de árabes e hispânicos, de estórias desesperadas; com uma banda sonora soberba, muito 70`s, tal como tudo o resto.
Amy Adams e Jennifer Lawrence, líndissimas, sensuais, altamente decotadas em micro vestidos, ao som de Mayssa Kaara.
E Bradley Cooper, Jeremy Renner e o grande Robert de Niro.
Um hino ao cinema.
Uma história de vigaristas e da máfia, de licenças de construção e de jogo, de árabes e hispânicos, de estórias desesperadas; com uma banda sonora soberba, muito 70`s, tal como tudo o resto.
Amy Adams e Jennifer Lawrence, líndissimas, sensuais, altamente decotadas em micro vestidos, ao som de Mayssa Kaara.
E Bradley Cooper, Jeremy Renner e o grande Robert de Niro.
Um hino ao cinema.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Como é?!
Sobre umas declarações de Nuno Crato voltar à universidade, Passos Coelho referiu que isso iria acontecer mas mais para a frente.Nuno Crato vai voltar à universidade para continuar a sua brilhante carreira académica.
Passos Coelho vai ter o mesmo destino: a universidade. Contudo será para receber aulas.
Será que o aumento do IVA, IRC, IRS, congelamento de salários e outras maravilhas "da austeridade" são, para os lados de S.Bento, um incentivo ao consumo?!
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Golpe Palaciano?
Após a vitória esmagadora de António Costa contra o candidato ideal para o PSD - Seguro -, as hostes laranjas andam muito agitadas.
A direcção, e quem com ela está, tenta evitar a todo o custo que Rui Rio e os seus apoiantes decidam avançar. Muitos têm receio que PSD realize primárias, a exemplo do PS, e que, com isso, com a população social-democrata a votar no candidato a candidato a Primeiro Ministro, Passos Coelho e os seus sejam corridos de todos os cargos.
Nos argumentos que utilizam podemos ouvir coisas como: não somos como o PS, criticamos o PS e fazemos igual, será um golpe palaciano ou um golpe de estado.
São argumentos válidos e, ao mesmo tempo, tristes.
Válidos porque o que é importante para o país e para o PSD é que Passos Coelho, altamente desgastado e sem espaço de manobra e ideias válidas, se afaste.
Tristes porque, como todos sabemos, isto é estratégia.
Para melhor perceberem, deixo-vos aqui um caso.
Ainda Manuela Ferreira Leite era líder do PSD e preparava-se para disputar com Sócrates o lugar de Primeiro Ministro e já Passos Coelho, Relvas e muitos outros queriam ocupar o poder.
Se o líder do PSD era Ferreira Leite, se o PSD ganhasse as eleições legislativas de 2009, Passos Coelho, na melhor das hipóteses, apenas poderia chegar a líder em 2013, caso o PSD perdesse as legislativas desse ano. Se assim fosse, Passos chegaria a Primeiro Ministro em 2017.
Para tal não acontecer era necessário, em primeiro lugar, que Ferreira Leite perdesse as eleições.
Em segundo, que existisse uma aliança com Menezes/ Marco António Costa e Santana Lopes para conseguirem derrotar Paulo Rangel, ludibriando Aguiar Branco.
Em terceiro, que a comunicação social, opinion makers e spin doctors entrassem no projecto.
O resultado é o que temos hoje.
Posto isto, quando ouço alguém falar em golpes palacianos para colocar Rui Rio na presidência do partido acho triste e só me apetece rir. Rir porque chorando não resolvia nada.
P.S.: obrigado Fernando Moreira de Sá.
A direcção, e quem com ela está, tenta evitar a todo o custo que Rui Rio e os seus apoiantes decidam avançar. Muitos têm receio que PSD realize primárias, a exemplo do PS, e que, com isso, com a população social-democrata a votar no candidato a candidato a Primeiro Ministro, Passos Coelho e os seus sejam corridos de todos os cargos.
Nos argumentos que utilizam podemos ouvir coisas como: não somos como o PS, criticamos o PS e fazemos igual, será um golpe palaciano ou um golpe de estado.
São argumentos válidos e, ao mesmo tempo, tristes.
Válidos porque o que é importante para o país e para o PSD é que Passos Coelho, altamente desgastado e sem espaço de manobra e ideias válidas, se afaste.
Tristes porque, como todos sabemos, isto é estratégia.
Para melhor perceberem, deixo-vos aqui um caso.
Ainda Manuela Ferreira Leite era líder do PSD e preparava-se para disputar com Sócrates o lugar de Primeiro Ministro e já Passos Coelho, Relvas e muitos outros queriam ocupar o poder.
Se o líder do PSD era Ferreira Leite, se o PSD ganhasse as eleições legislativas de 2009, Passos Coelho, na melhor das hipóteses, apenas poderia chegar a líder em 2013, caso o PSD perdesse as legislativas desse ano. Se assim fosse, Passos chegaria a Primeiro Ministro em 2017.
Para tal não acontecer era necessário, em primeiro lugar, que Ferreira Leite perdesse as eleições.
Em segundo, que existisse uma aliança com Menezes/ Marco António Costa e Santana Lopes para conseguirem derrotar Paulo Rangel, ludibriando Aguiar Branco.
Em terceiro, que a comunicação social, opinion makers e spin doctors entrassem no projecto.
O resultado é o que temos hoje.
Posto isto, quando ouço alguém falar em golpes palacianos para colocar Rui Rio na presidência do partido acho triste e só me apetece rir. Rir porque chorando não resolvia nada.
P.S.: obrigado Fernando Moreira de Sá.
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terça-feira, 7 de outubro de 2014
A ler...
Encontrei este artigo na web.
Fala de " Fóruns e redes da sociedade civil: percepções sobre exclusão social e cidadania ", e é escrito por Ilse Scherer-Warren, Professora do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina, Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Movimentos Sociais da mesma universidade (NPMS-UFSC) e Pesquisadora 1 A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq.
Aconselho a leitura e, resumindo, fala sobre as novas redes de contacto e os seus contributos para a cidadania.
Ou seja, como é que grupos organizados em classes profissionais - como sindicatos e/ ou corporações - estão cada vez mais em decréscimo versus grupos organizados por pessoas com interesses diferentes, vidas diferentes mas que, a bem da equidade, se cruzam e contribuem para uma melhor cidadania.
Nesses grupos podemos pensar no Rotary, na Maçonaria, no Priorado de Sião, no Fórum Cidadania e Sociedade, na plataforma Uma Agenda para Portugal, etc..
Fala de " Fóruns e redes da sociedade civil: percepções sobre exclusão social e cidadania ", e é escrito por Ilse Scherer-Warren, Professora do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina, Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Movimentos Sociais da mesma universidade (NPMS-UFSC) e Pesquisadora 1 A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq.
Aconselho a leitura e, resumindo, fala sobre as novas redes de contacto e os seus contributos para a cidadania.
Ou seja, como é que grupos organizados em classes profissionais - como sindicatos e/ ou corporações - estão cada vez mais em decréscimo versus grupos organizados por pessoas com interesses diferentes, vidas diferentes mas que, a bem da equidade, se cruzam e contribuem para uma melhor cidadania.
Nesses grupos podemos pensar no Rotary, na Maçonaria, no Priorado de Sião, no Fórum Cidadania e Sociedade, na plataforma Uma Agenda para Portugal, etc..
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
"Os gatos não têm vertigens"
Acabo de ver "Os gatos não têm vertigens", de António-Pedro Vasconcelos. Não fosse o final cinematográfico, feliz, era um filme real, franco. Bem filmado, bem realizado, com uma excelente interpretação de Maria do Céu Guerra. Um filme feito de pessoas para pessoas.São velhos abandonados, jovens mal formados e sem futuro, uma classe média outrora informada mas que se transformou num poço de egoísmo, triste, que conta os poucos tostões que ainda sobram. São "putas a mais e clientes a menos".
É um filme do país real.
Ao ver o filme não pode deixar de pensar no discurso que Cavaco Silva proferiu no 5 de Outubro.
Um discurso que, a exemplo do filme, é de quem conhece bem o país e os portugueses, um discurso que alerta para o perigo do marasmo e do buraco onde colocaram as pessoas.
Um discurso de alerta, de simples compreensão para quem o quer compreender. Um discurso que aponta um caminho: ir buscar os melhores e os mais capazes.
Contudo, de há tempos a esta parte, é fácil bater em Cavaco; e desconfio que há quem o faça por prazer.
Não entendo quem critica o discurso, da esquerda à direita.
Ou entendo: estão tão ocupados com o seu ego que não têm tempo para olharem em volta, não têm tempo para perceber que a política é feita para as pessoas e não para o objectivo pessoal de cada um. Não entendem que a política não é feita para garantir o emprego do governante mas os empregos das populações.
Tenho pena que Passos e Costa - especialmente estes dois - não tenham percebido o discurso do Presidente. ( Há elogios tão ocos e tão sem sentido que é uma vergonha acontecerem...).
Tenho pena que estes dois nos tenham colocado no buraco onde nos encontramos e não façam a mais pálida ideia de como nos tirar daqui.
Enquanto isso, nós não podemos ter vertigens.
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